CRÔNICAS DE CHICO PREÁ: O fim do mundo acabou quebrando comigo
Obs do blog: esta história resume basicamente o que muitos pensam a respeito do fim do mundo, bom, se alguém lhe perguntasse o que faria se o mundo de fato compravado acabasse amanhã? possivelmente você faria o que esse nordestino fez, Ele saciou despreocupadamente todos os desejos naturais de uma vida em um dia independente das consequências que de certo não viriam já que o mundo acabaria. A bíblia diz que haverá um último julgamente que acontecerá em um dia imprevisto, e diz que embora não seja previsto o dia ele virá quando tudo parecer tranquilo e a única solução para se esquivar desse juizo é pagando suas dividas com Deus e não fazendo mais, como no exemplo deste caipira, o preço de suas dividas é o preço do pecado, ou seja, a morte, mas você é de muita sorte porque alguém pagou esse preço e a única coisa que você precisa fazer é receber essa benção aceitando o quitador da divida como seu único salvador, pois é isso que ele é, afinal ele não te salvou? fazendo isso busque não acrescentar mais dividas seguindo o conselho do seu Senhor que diz vá e não pequeis mais para que sobre ti não venha coisa pior. O não reconhecimento da quitação da divida a torna valida e fica sobre a sua responsabilidade aceitar o quitador Jesus Cristo ou Pagar por ela com a vida.
Boa Leitura!
Noves fora nada e comendo pelas beiradas, o mundo acabou mesmo para o meu amigo Chico Preá, o filosófo de Água Branca. Arriégua. Não é que o homem acreditou na bagaceira. Pois bem. O caso eu conto como o caso foi. Préa não fez tal qual alguns americanos que criaram até cavernas com suporte pós fim do mundo. Fez pior. Crente que esta terra de meu Deus estava por um fio nosso herói começou a se despedir logo no dia 20. Tomou todas as lapadas de cana que tinha direito. Criou confusão no bar do Beroaldo, chamou Severina de gostosa e tascou-lhe a mão na sua bunda, juntou a banca de jogo de bicho de Manezin Patola, xingou o cabo Rolando e ainda saiu correndo feito um louco, na ruinha de Água Branca, batendo nas portas do povo. Na prática, Chico Preá fez o fim do mundo no meu eterno paraíso onde irei terminar minha passagem por este braseiro. Arretei-me!
Entretanto e mode coisa, a confusão ainda estava por vir. Ao chegar em casa, bêbado, liso e empolgado, Chico Préa praticamente intimou a coitada da comadre Zefa a ser sua escrava sexual. O mundo vai se acabar…. vai se acabaaaaar”, uivou Chico Preá, caindo inerte na cama. Assustada, comadre Zefa perguntou. “Chiquinho, tu teve um passamento?”, e na ponta da língua veio a resposta. “Não, Zefa; acabou o gás, acabou o gás. É o fim do mundo”.
Pois bem. Noves fora nada, eis que chegou a hora da ressaca moral. Neste sábado (22), Chico Preá acordou meio que alesado questionando onde estava… se no céu ou no inferno. Ao ouvir a resposta da comadre Zefa, que se encontrava “estrupiada” com as vestes rasgadas e repleta de arranhões e mordidas, o próprio filósofo deu a sentença. “Me lasquei. A quebra do fim do mundo acabou quebrando comigo. Tomei no caneco”, disse Preá, quando ouviu pancadas em sua porta. “Chico Preá, cabra safado, abra a porta para uma autoridade da Policia Militar de Pernambuco. Aqui quem fala é o cabo Rolando, a quem você destratou quando tava cheio de cachaça. Ou você paga o que me deve, ou o mundo pra você vai acabar nas barras dos tribunais”, gritava o cabo, de forma insistente.
De pronto, O filósofo de Água Branca vestiu a cueca de copinho, botou a bermuda e saiu pelos fundos aos gritos. “Meu Deus, meu Deus, porque tu foi ter pena deste povo mal agradecido. Agora tende piedade de mim. Ai meu Deus”. Era repetindo esta frase e se embrenhando no oco do mundo. O caso eu conto como o caso foi. Feliz Natal e um Ano Novo sem sustos.
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